sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Mulher morre após ser picada por escorpião na Bahia; aracnídeo estava escondido na roupa da vítima

 

Uma mulher de 27 anos morreu após ter sido picada por um escorpião, em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. O caso aconteceu na segunda-feira (06) e a vítima faleceu na quarta (08). O corpo foi sepultado na manhã desta quinta-feira (09), em Anagé, município da mesma região, onde ela nasceu.

A vítima foi identificada como Roberta Ferreira. De acordo com informações de familiares, o animal estava escondido em uma peça de roupa e a vítima vestiu sem perceber a presença dele.

Roberta foi socorrida inicialmente para uma Unidade de Pronto Atendimento e depois foi transferida para o Hospital Geral de Vitória da Conquista. Ela tomou o soro antiescorpiônico e passou dois dias sob cuidados médicos, mas não resistiu.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), entre janeiro e agosto deste ano, 15 pessoas morreram após terem sido atacadas por escorpiões no estado. Em 2022, foram 20 óbitos.

Neste ano, Vitória da Conquista lidera o ranking de incidentes com escorpião, seguida por Feira de Santana. A cidade do sudoeste do estado conta com 780 casos de picadas de escorpião em 2023. Destes registros, 528 aconteceram na zona rural.

Em Salvador, até agosto deste ano foram registrados 21 incidentes. O número demonstra uma tendência de aumento de casos, já que em 2022 o Centro de Controle de Zooonozes (CCZ) listou 23 pessoas feridas pelo animal.

Quando há picada por escorpião, a dor é imediata em praticamente todos os casos, além da sensação de formigamento, vermelhidão e suor no local. Após alguns minutos ou horas, principalmente em crianças, que são mais vulneráveis ao envenenamento, podem aparecer outros sintomas, como tremores, náuseas, vômitos, agitação incomum, produção excessiva de saliva, hipertensão, entre outros.

Todos os escorpiões são venenosos e os riscos aumentam de acordo com a quantidade de veneno injetado e no quão nocivo o veneno de cada espécie é para o corpo humano. Os casos leves, que não necessitam da aplicação do anti-veneno, representam cerca de 87% do total de acidentes. O soro antiescorpiônico é disponibilizado apenas nos hospitais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os escorpiões que habitam no meio urbano se alimentam principalmente de baratas, portanto, são comuns em locais com acúmulo de lixo. O Ministério da Saúde recomenda as seguintes medidas para evitar a presença dos animais:

- Manter lixos bem fechados para evitar baratas, moscas e outros insetos que sejam alimento dos escorpiões;

- Manter jardins e quintais limpos. Evitar acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico e materiais de construção nas proximidades das residências;

- Em casas e apartamentos, utilizar soleiras nas portas e janelas, telas em ralos do chão, pias e tanques;

- Afastar camas e berços das paredes;

- Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão.

O Ministério da Saúde não recomenda a utilização de produtos químicos (pesticidas) para o controle de escorpiões. Esses produtos, além de não possuírem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando o risco de acidentes.

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